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Milícias recuam na Grande Rio, mas avanço de facções reacende disputa por territórios
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Nos últimos cinco anos, as milícias no Rio de Janeiro enfrentaram uma redução significativa em seu domínio territorial e populacional. Entre 2019 e 2024, o número de pessoas sob controle desses grupos caiu em quase 18%, enquanto a área dominada diminuiu de 246,4 km² para 201,2 km². Essa retração foi destacada no relatório anual do Instituto Fogo Cruzado e do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF), divulgado recentemente. Operações e impactos Desde 2019, o Ministério Público do Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), intensificou operações contra as milícias, como as operações Intocáveis e EMBRYO. Em 2021, a morte de Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko, e a prisão de Luiz Antonio da Silva Braga, o Zinho, marcaram golpes significativos contra esses grupos. Apesar disso, as milícias ainda representam uma presença expressiva na região metropolitana, controlando ou influenciando quase metade das áreas dominadas por organizações armadas. Facções em ascensão O Comando Vermelho (CV) tem se expandido, controlando 47,5% das áreas dominadas, equivalente a 150 km². O grupo também exerce influência sobre 1,7 milhão de pessoas, superando ligeiramente as milícias. O Terceiro Comando Puro (TCP) também aumentou sua presença, controlando ou influenciando quase 100 mil pessoas a mais nos últimos anos. A expansão das facções tem ocorrido principalmente por meio de disputas territoriais, em vez de colonização. Desafios e segurança pública A segurança pública é uma preocupação crescente no Brasil, com o tráfico de drogas e a criminalidade liderando as preocupações dos cidadãos. Propostas como a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção estão em discussão no Congresso, refletindo a disputa política em torno do tema. Enquanto a PEC busca criar um sistema coordenado de segurança, o PL propõe penas mais severas para crimes relacionados a grupos armados. Perspectivas futuras Especialistas alertam que, apesar das operações policiais, a efetividade a longo prazo depende de estratégias de inteligência e investigação. A diferenciação entre controle e influência, bem como entre colonização e conquista, é crucial para direcionar ações públicas eficazes. A segurança pública deve ser um tema central nas eleições de 2026, com políticos buscando atender às demandas do eleitorado por soluções mais eficazes.

Fonte:https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1e46jgqnn8o?at_medium=RSS&at_campaign=rss

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